quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vende-se o silêncio

É possível viver sem tecnologia? Quando acessamos a internet e desfrutamos de informações em tempo real, nos divertimos, conversamos com nossos amigos, vê-se que seria tarefa dificílima se livrar de certas modernidades.

Quando acordamos e abrimos a torneira para lavar o rosto, não nos damos conta de que isso também é uma facilidade, e das grandes. Mas se alguém que vive em locais que sofrem de escassez de água presenciar essa acessibilidade prática, provavelmente ficará de queixos caídos.

No momento que tomamos um banho e deleitamo-nos da água quente, aqui temos uma bela de uma mordomia nos servindo, pode crer. Esquentar o almoço no microondas não é diferente e fica melhor ainda se sua mãe preparou o prato noite passada.

Poder se comunicar pelo celular com qualquer pessoa, de qualquer lugar (tecnicamente qualquer lugar menos debaixo da terra) é engenhoso e muito funcional nos dias de hoje.

E se não tivéssemos tudo isso? Coisas assim tendem a nos acomodar quando parece que apenas auxiliam a nossa rotina. E uma vez tendo conhecimento delas e tendo experimentado a utilidade delas, fica mais complicado imaginar um suposto “retrocesso”. É desta forma que muitos veem na ação de mandar uma carta ao invés de um e-mail, de tomar um banho gelado ao invés de quente.

Para quem nunca teve escolha, a conversa é outra e talvez seja possível, dependendo das circunstâncias, obter algo de bom nisso. Se o estilo de vida for simples, contudo fizer bem à saúde, por que não?

Existem momentos na vida que queremos simplesmente tudo na mão, na medida do possível. E se temos tudo – ou quase – na mão, há de ser cômodo. Outros momentos na vida mostram que pouco importa o conforto, porque coisas mais importantes estão em jogo: a presença de algum amigo ou familiar, a paz mental ou até mesmo a vida.

Cada vez mais temos comodidades e cada vez mais nos familiarizamos com elas. É normal se você for fissurado em televisão ou apaixonado por algum objeto material. Elas se tornam uma parte de sua personalidade. Tem horas que é acalentadora a sensação de valorização de coisas físicas que você aprecia. Elas dão prazer, mas podem se tornar obsoletas.

Batalhe pelo que tem, dê valor pelo que recebe. Isso vale para tudo. Vivemos em uma época perigosa, que superestima aquisições e mesmo quando parece considerar algo além de dinheiro, mascaram-se para persuadir; em outras palavras, você acaba sempre se vendo no caixa de alguma loja ou no site de alguma loja.

E a solidão... Alguns acabam se amparando no que tiverem por perto. Uma casa, riqueza, orgulho. Cuide para que nunca esteja sozinho: tenha amigos, dê valor às pieguices da vida, mas principalmente, seja seu amigo. Por que não ouvir a si próprio, antes de tudo?

Eventualmente, sinto vontade de sentir o silêncio. Não é fácil hoje em dia. No entanto, faça de todo o possível para penetrar o seu silêncio. Então seja você.

domingo, 15 de novembro de 2009

Um casal feliz

Era um fim de tarde entre o Natal e o Ano-Novo, e caía uma chuva fininha que não dava um minuto de trégua, como acontece no inverno de Paris. O Boulevard St. Germain estava todo iluminado, as vitrines uma verdadeira festa, e um casalzinho jovem parou diante de uma delas para olhar.

Estava claro que eles vinham de uma cidade pequena para o fim de ano em Paris; todo mundo andava rápido para não se molhar, mas eles nem ligavam, tão embevecidos estavam com o que viam. Detalhe: a loja era de roupas e acessórios e na vitrine não havia o preço de nada.

Depois de conversarem muito tempo, bem baixinho, eles entraram; entraram, veio uma vendedora, ela pediu para ver uma echarpe e procurou um espelho para ver como ficava.

A vendedora foi junto e houve uma longa sessão em que foram mostradas as diversas formas de usar uma echarpe: fazendo duas voltas em torno do pescoço e deixando as pontas nas costas; dando um nó do lado e jogando uma ponta para a frente e a outra para trás; sobre a cabeça, cruzando na parte da frente e a outra para trás; enrolada na alça da bolsa; por dentro do casaco e as mil outras que todas as mulheres já nascem sabendo - como ela. Mas eles deveriam estar de acordo, os dois, para que a compra fosse feita. Estava claro que eram casados há pouco tempo e se amavam.

Detalhe: em países ricos como a França, a compra de uma echarpe é uma coisa banal e rápida - e aquela nem custava caro -, mas para o jovem casal, via-se, era uma transação importante, e uma mulher que ama não faz uma compra dessas sem a opinião do marido.

A vendedora foi atender outro tipo de clientes, aquelas que em um minuto decidem se compram ou não, se era sim tiravam o cartão de crédito, pagavam e saíam, mas o casal tinha todo o tempo do mundo e trocava idéias se deviam ou não levar a echarpe. Afinal, estavam em Paris, e provavelmente aquele seria o presente de viagem dele para ela. A vendedora percebeu que devia deixá-los em paz e eles olharam a loja inteira - sempre com a echarpe na mão.

Ela voltou para a frente do espelho - com ele ao lado -, fez mais algumas experiências de como poderia usá-la, os dois se olharam e tomaram a decisão: iam comprar. Procuraram a vendedora e ele - ele - disse que haviam resolvido. A echarpe foi embrulhada em papel de seda e colocada numa sacola de papel grosso, e não na costumeira sacola vermelha de tecido com o logotipo da loja, para ser protegida da chuva. A conta foi paga com cartão, e na hora de ir embora a moça perguntou baixinho à vendedora se não poderia botar dentro da sacola de papel a sacola de algodão vermelho, para levar de recordação - o que foi feito.

Eles saíram debaixo da chuva que caía um pouco mais forte, de mãos dadas, mais felizes do que se tivessem comprado o mais valioso diamante da mais luxuosa joalheria da cidade, e quem acompanhou tudo teve um pequeno aperto no coração e uma inexplicável e rápida vontade de chorar.

Gente simples, ingênua e feliz às vezes provoca essas reações bobas.

[Esse conto foi escrito pela jornalista Danuza Leão e é um dos meus preferidos desde a primeira vez que o li. Me traz sensações difíceis de explicar. É só lendo para entender]

Um Top 50 do que sou

Por enquanto não teria como fazer uma lista definitiva das músicas que eu gosto, mas 50 delas é um começo:

Beautiful Day - U2
Bete Balanço - Cazuza [influenciado pela Galdeano *-*]
Bette Davis Eyes - Kim Carnes
Boulevard Of Broken Dreams - Green Day
Bring Me To Life - Evanescence
Brothers In Arms - Dire Straits
Candle In The Wind - Elton John
Complicated - Avril Lavigne
Dancing Queen - ABBA
Don't Cry - Guns N' Roses
Don't You Forget About Me - Simple Minds
Get Together - Madonna
Girls Just Wanna Have Fun - Cyndi Lauper
Glamorous - Fergie
Good Girls Go Bad - Cobra Starship com Leighton Meester
Halo - Beyonce
Hands Clean - Alanis Morissete
Holiday - Green Day
I Love Rock 'N' Roll - Britney Spears
Imagine - John Lennon
I'm Glad - Jennifer Lopez
In My Place - Coldplay
In The Air Tonight - Phil Collins
Ironic - Alanis Morissete
It's Like That - Mariah Carey
Knockin' On Heaven's Door - Guns N' Roses
Love Over Gold - Dire Straits
Money For Nothing - Dire Straits
November Rain - Guns N' Roses
One - Mary J. Blidge e U2
Paradise City - Guns N' Roses
Praise You - Fatboy Slim
Say Say Say - Michael Jackson com Paul McCartney
Scar Tissue - Red Hot Chilli Peppers
Slave To Love - Bryan Ferry
Smooth Criminal - Michael Jackson
Speed Of Sound - Coldplay
Sweet Child O' Mine - Guns N' Roses
Sweet Dreams - Beyonce
The Girl Is Mine - Michael Jackson com Will.I.Am
The Scientist - Coldplay
Time After Time - Cyndi Lauper
Toxic - Britney Spears
Under The Bridge - Red Hot Chilli Peppers
Waiting For A Star To Fall - Boy Meets Girl
What About Love - Heart
When You Were Young - The Killers
With Or Without You - U2
You Drive Me Crazy - Britney Spears
You Learn - Alanis Morissete

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dinheiro do bem

Quer evitar ser enganado com dinheiro falso? Confere aqui como deixar de ser trouxa dos cretinos que falsificam dinheiro. E são mais dicas além daquela de ver o desenho do animal da nota quando direcionada à luz.

Fonte: Mais Você

domingo, 8 de novembro de 2009

Para escrever

O que eu preciso
É do silêncio.

Para pensar,
Quero leveza.
Desejo simetria na minha mesa.

Sai outra rodada
De água e destreza.
É bom compartilhar dessa pureza.

Agora eu quero uma boa cadeira.
Nela sentar.
Sua delicadeza
Sentir.

Me dá um lápis,
Ou uma caneta.
Um caderno que seja de capa dura.

Dou-lhes meus pensamentos
Pelas mãos, guiados.
E apoiados na escrivaninha.

Venha-me a ideia.
Que seja hoje ou amanhã.
Que me devaneia.
Que ultrapasse sua estrutura vã.

Eu preciso do silêncio
Para combatê-lo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sensualidade do cabelo azul


A famosa Marge, personagem da série de desenho animado Os Simpsons, terá seu corpinho sexy estampado na próxima Playboy dos Estados Unidos dia 16 de outubro.

Não posso imaginar se Marge Simpson realmente posa nua. Parece-me que são fotos com lingeries provocantes, mas a revista também oferece três páginas de um editorial sobre ela ou algo assim. Tanto faz, porque você não vai conseguir a revista mesmo. HA!

A empresa pretende atingir um público mais jovem com esse tipo de novidade. Será que ela está com tudo em cima depois de 20 temporadas?

Notícia do site TMZ.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Efêmero prestigioso

Como se tornar famoso? Confesso que já refleti muito sobre isso, porque viso conquistar sucesso trabalhando como jornalista e escrevendo livros. Seja lá qual for seu sonho profissional ou pessoal, você imagina qual seria a forma mais certa para atingir tal objetivo?

Considerando os dias atuais, acho que o mais fácil de todos é ser simples e transitório. Repare como cada vez mais a moda é falar breves idiotices.

Não há como evitar a relação do sucesso com a televisão. Por mais que existam vários meios, os que vêm à cabeça primeiramente e que mais influenciam – depois da internet, talvez – são os programas televisivos. Pois, ligando a tevê, deparamo-nos com muitos exageros, demagogia e, claro, certa estupidez.

Enumerar personalidades ou programações específicas levaria horas e gastaria palavras desnecessárias. O importante em ressaltar são as volubilidades, como exibir o corpo – seja em um reality show, em uma novela ou qualquer outra coisa, porque hoje em dia essas exibições atiram por todos os lados - ou marcar o Brasil com um bordão sem sentido e ligeiramente humorístico. É o que funciona e vende, fazer o quê? Até os mais críticos se envolvem de vez em quando... O poder da mídia é assim mesmo.

Quando suponho como foram as conquistas individuais em épocas atrás, me vem que fora bem diferente, mas de certa forma teve suas imprudências, que aos olhos de hoje são apenas bobagens. Pode ser quer as pessoas mais criativas fossem fortes candidatas à fama, por terem ainda muitas ideias a desenvolver, embora tivessem mais tabus e barreiras a quebrar. De qualquer modo, cada tempo tem suas irreverências que, no final, servem para algo.

Seja tirando a roupa, vendendo roupa ou repetindo milhares de vezes o nome de um jogador de futebol, o brasileiro tem aquele jeitinho peculiar de se destacar. Só é triste que a repercussão de uma palavra seja bem maior que algo mais bem trabalhado. Nosso tempo é o da efemeridade, da simplicidade.

21/09 - Dia da árvore

Hoje é o dia da árvore! Você, que não dá a mínima, ao menos pare por um minuto para observar um punhado de natureza e veja como é agradável. Deem valor, urbanistas cretinos!

Abaixo imagens de algumas árvores estranhas e belas ao redor do mundo:














Até mais (cretinos poluidores)!

domingo, 20 de setembro de 2009

A passarela da vida

A vida não é uma passarela. E esta afirmação não é metáfora. A sua rotina realmente não é uma passarela.

Assistindo a televisão, folheando revistas e acessando certos sites, você se depara com aparências ditas belas. E são muitas: a mulher dos seios fartos e cabelos lisos e o homem com o abdômen definido e o rosto magro. A partir daí, de alguma forma está implantada a ideia de que isso é a beleza absoluta a ser seguida e que é isso que todo mundo deseja.

Por alguma razão, passamos a associar a beleza dos modelos às roupas absurdamente caras que usam, os objetos que têm e o jeito com que agem. As poses, o caminhar, tudo é tão irracionalmente atraente... Cabe tão bem a jeans de mil reais ou mais, o sapato caro e tão simples se torna cobiçado e o celular prático e fino parece utópico quando exibem sendo usado no meio da rua. Queremos ser belos, finos e práticos como eles e alguns tentam da forma que podem.

Vivam eles assim ou não, é confortável imaginar que poderíamos ter um pingo deste requinte. Tornando irrelevantes os valores verdadeiros de um ser humano, superestimamos um tênis, uma tecnologia, acima de tudo uma atitude. Claro que nem sempre isso é para nos sentirmos interessantes, e sim para facilitar nossos afazeres.

No entanto, persiste o sentimento de que ser o que são os alimentados de imagem é algo maravilhoso. É delicioso vestir o que te faz sentir bonito, usar o que te deixa feliz, porém até onde isso é saudável? Quando você quer viver em uma ficção, em uma mentira, uma irrealidade, aí não te faz bem. Seja quem você é de verdade, vista porque te faz bem, mesmo que seja por ter visto alguém usar; só não se iluda e não sinta inveja.

Sobretudo, lembre-se que é difícil ter estilo e fazer poses dentro de um ônibus lotado, de um mercado abarrotado de gente ou na fila de um hospital. É a realidade de muitas pessoas e, de certa forma, só vai melhorar se você se aceitar.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Humberto versão modelo mirim

Vasculhando meús álbuns de fotografia achei umas fotos muito engraçadas. Eu não imaginei, mas sim, eu usava All-Star e Ray Ban!



Internet

Hoje em dia a Internet é uma das ferramentas mais usadas para fins pessoais, profissionais e comerciais. O lazer, o desenvolvimento pessoal e profissional, o conhecimento e informações e as vendas virtuais são os fatores mais marcantes neste “universo”.

Desde o ato da invenção de eletrônicos, a impressão revolucionária que passam é dominante e suas utilidades são inúmeras. São chamativas e tentadoras, porém é necessário conhecer um modo adequado de usá-las. Se o uso é paulatino, ótimo, mas se for frenético e exagerado, causará consequências pouco saudáveis.

No entanto, muita funcionalidade caminha juntamente com periculosidades. São recorrentes as crianças que têm acesso ilimitado à Internet e a sociedade atual não enxerga isso como algo benéfico. Não é para menos: por dia, crianças e adolescentes têm frequentado websites, jogos online e sites de relacionamento (que não são sequer liberados a menores de idade) por horas a fio.

Mas a maior preocupação que trás é o vício, algo incontrolável e perigoso; usos impróprios de um computador causam alienação e ócio. Logo, o que poderia ser uma fonte imensurável de conhecimento se torna uma arma ao pensamento.

E a Internet é decerto uma boa forma de originar o saber, embora seja também uma forma de poluir-se e utilizar inadequadamente o tempo livre. É possível desfrutar de chats e também usufruir de tal tecnologia para se informar.